MISSÕES E CRISE DO CORONAVIRUS

A pandemia pegou a humanidade no contrapé. De repente, diferentes organizações tiveram de reinventar-se, a fim de se anteciparem ao impacto da crise que abruptamente se desenhou sobre suas operações. Foram obrigadas a se reestruturarem às pressas, para evitar o caos que sobre elas pairava. Com Missões não terá sido diferente. A proatividade, isto é, a capacidade de agir antecipadamente, evitando ou reduzindo os problemas, tornou-se necessária.  Por esta razão resolvemos abordar a questão neste espaço, para compartilhar ideias, oferecer sugestões e propor medidas, ajudando com isto igrejas e agências a se posicionarem adequadamente no meio da crise.

A força de trabalho com a qual contamos para atingimento de nossos objetivos precisa ser conduzida com realismo. Informações incompletas, politização da crise, “fake news”, ambiente operacional inseguro, devem ser imediatamente descartados, dando a quem está na linha de frente chance prosseguir, confiante na segurança que as equipes de retaguarda lhe proporcionam. À medida que a crise evolui, as condições de trabalho no campo missionário devem ser permanentemente avaliadas, de modo que as mudanças necessárias sejam rapidamente implementadas, e o novo normal seja prontamente atingido. Sumamente importante, também, é que as comunicações com os missionários sejam ágeis e eficazes. O retardo de uma notícia ou de uma providência, pode causar danos irreparáveis em situações provocadas pela crise. Por isto, a agilidade e a eficácia devem ser permanentemente buscadas, através de todos os meios disponíveis, especialmente nos contatos com os que estão em localidades remotas ou de difícil acesso. Quando possível, videoconferências devem ser implementadas, de modo que a visibilidade dos quadros locais ajude na tomada de decisões urgentes, e as medidas adotadas possam acontecer em tempo hábil.

Sabemos que o nosso Deus é o Senhor da História e está no controle de todas as coisas. Os exemplos bíblicos de prever para prover são inúmeros, tanto no Antigo Testamento, quanto no Novo. Lembremo-nos de que quando Moisés se preparava para a entrada em Canaã, fez uma lista de itens a serem preenchidos por 12 espias enviados (Nm 13.17-33) a fim de que o povo conhecesse antecipadamente a terra onde ia morar. Dos 12, 10 se acovardaram com a estatura dos habitantes. Acovardamento e falta de confiança em Deus, retardaram em 40 anos a entrada na terra prometida, que poderia ter ocorrido poucos meses após a partida do Egito.

Enquanto se desenrola a crise do Coronavirus, devemos ser corajosos, atentar para os novos desafios, e confiantes buscar atingir os alvos que nos são propostos. Combatamos o bom combate, porque o justo Juiz nos espera com a coroa da justiça, guardada para todos que amarem a sua vinda. AMÉM. 

   PAULO FERREIRA é Pastor na Assembleia de Deus-Recreio dos Bandeirantes (RJ)

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