
Pede-me, e eu te darei por herança e os confins da terra por tua possessão (Sl 2:8)
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A humanidade está mergulhada num verdadeiro caos. A crise financeira assola países da Europa, África e das Américas, há uma sensação de insegurança nos países do Oriente Médio e Norte da África. Grupos radicais religiosos sem respeitar fronteiras são impelidos a praticar barbáries em nome da fé, igrejas são destruídas e seus seguidores mortos sem piedade. Só o evangelho de Jesus Cristo pode trazer a paz que tanto o homem deseja. O profeta Isaias o chama de Príncipe da Paz.
Jesus ordenou à sua Igreja “pregar o Evangelho a toda criatura”. O Evangelho é uma mensagem cósmica ao revelar a presença de um Deus em cujo propósito se inclui salvar o mundo inteiro.
A falta de apreciação das dimensões mais amplas do Evangelho nos leva inevitavelmente a não compreender a necessidade missionária. O resultado disso é uma evangelização pouco eficiente em face a urgência e grande necessidade mundial.
Há mais de dois bilhões de pessoas que nunca ouviram o Evangelho de Cristo. A população mundial já ultrapassou os sete bilhões de pessoas no atual século. Para realizarmos a obra que Deus nos confiou, precisamos compreender a importância que o termo “mundo” tem no Novo Testamento para compreendermos a dimensão do Evangelho e a razão pela qual Cristo Jesus foi enviado ao mundo e se entregou com profundo amor e compaixão pelos pecadores, “Íntima compaixão” foca o profundo e grande amor no ministério terreno do Mestre.
Portanto, é tempo de despertarmo-nos espiritualmente para esta grande tarefa que urge diante de todos nós, que já recebemos o amor de Deus em nossos corações.
É com razão que a Bíblia diz: “O campo é o mundo” (Mt 13.38). Isso inclui não só os recantos geográficos, como todos os grupos humanos, etnias e culturas. O homem todo, no mundo todo, deve ser alcançado.
A obra missionária é em esperança para este mundo conturbado e aflito, objetivando a restauração de todos homens em Cristo Jesus.
É impossível ser igreja sem pensar em missões, assim como é impossível pensar em missões desassociando-a da igreja. Missão é o resultado da natureza da Igreja, e este é o resultado da própria natureza de Deus, em cujo coração nasceu o ideal missionário. Antes que existisse a igreja local, o templo construído, o obreiro empossado, houve um missionário que semeou a palavra de Deus.
A obra missionária constitui a tarefa primordial da igreja militante, a nossa atual opção é enviar ou ir, o Apóstolo se refere ao ato de evangelizar como uma obrigação divina (1 Co 9:16) “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho do que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho! ” Portanto não há escusas para não fazer missões até aos confins da terra, é uma tarefa intransferível. Através de missões, a igreja sai de suas “quatro paredes” e se projeta, desde as missões locais, até as missões mundiais, indo além-fronteiras, anunciando o Evangelho da graça de Deus aos famintos espirituais.
Isso implica em uma evangelização eficiente, que visa o homem como um ser total; espírito, alma e corpo. Para isso, a igreja precisa estar cheia do Espírito Santo e capacitada no conhecimento da palavra, a fim de desempenhar com autoridade a Grande Comissão.
Não há atividade mais gratificante, mais compensadora, mais prazerosa e mais singular na terra, que a missão de proclamar Jesus Cristo como a única esperança das nações!
PR. ANISIO DO NASCIMENTO
Diretor-Executivo
