Igrejas e a crise do Coronavírus – Artigo Novo

Pr. Paulo Ferreira

“Vamos manter nossa programação, mas você não precisa estar junto, porque estamos tentando evitar aglomerações. Não queremos criar pânico. Acreditamos que Deus está no controle de todas as coisas, mas queremos ajudar o Brasil a não espalhar o vírus de maneira rápida e não ocupar nossos leitos de hospitais. Nos vemos online”. Assim se dirigiu um pastor em S. Paulo, ao rebanho sob seus cuidados. Embora existam exceções, as igrejas no Brasil estão tratando o problema com maturidade cristã, demonstrando interesse em cooperar com as autoridades públicas. Os acontecimentos mundiais, graças ao avanço dos meios de comunicação, invadem nossas casas e parecem indicar uma crise econômico-social subsequente aos dias atuais, abrangendo praticamente todos os continentes, mas as pesquisas não demorarão muito a desvendar os mistérios desse vírus que a todos assusta. A crise não afeta apenas os países pobres. Ao contrário, vem se alastrando entre os mais ricos, com quedas assustadoras nas bolsas de valores, na produção industrial e noutras áreas, indicando a iminência de graves mudanças.  Os fluxos migratórios recentes, que direcionaram pessoas dos países pobres para os ricos podem até inverter-se no curto prazo, trazendo de volta os migrantes às suas origens. Nosso propósito, no breve espaço deste artigo, é apontar caminhos prováveis que deverão seguir as igrejas, a fim de que a tarefa maior delas, a pregação do evangelho, não experimente revezes maiores do que os esperados em tempos de crise.

Acreditamos que a abordagem inicial deva ser no sentido de prover uma liderança eficaz, que demonstre prontidão de ânimo, a fim de que a igreja perceba ser capaz de enfrentar e vencer a crise. Os grandes exemplos bíblicos devem ser relembrados. O mesmo Deus que fez milagres em toda a História da Igreja, continua no controle e disposto a lutar as lutas do seu povo. A obra missionária, o acolhimento aos desvalidos, o respeito e acato às autoridades constituídas, o socorro aos necessitados, a assistência social, são pontos a serem realçados nesse esforço comum, nessa união que a todos deve motivar. Pode ocorrer que a busca à assistência hospitalar se intensifique e igrejas maiores talvez precisem mobilizar  pessoas da área de saúde para cooperar com os hospitais sobrecarregados. Jesus é o exemplo maior. Seu Ministério era holístico: curava e alimentava o corpo espiritual e também o físico,  não desprezando os pequeninos. No Sermão do Monte o Senhor quis demonstrar aos que desprezavam sua mensagem, a diferença entre a religiosidade e a verdadeira fé, que move montanhas.

Portanto, confiar nas promessas de Deus é uma das provas de nossa fé. Enquanto a crise do coronavírus evolui, aproveitemos mais essa oportunidade para demonstrar nossa confiança irrestrita nas promessas do Senhor. Nenhum mal chegará à nossa tenda, se temos espargido nas ombreiras e vergas de nossas portas o sangue do cordeiro de Deus, que nos livra do mal e nos purifica de todo pecado. Amém.

Paulo Ferreira é pastor na Assembleia de Deus no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro.

1 comentário em “Igrejas e a crise do Coronavírus – Artigo Novo

  1. Pr Benedito Santana Responder

    Uma reflexão que merece aplausos, análise adequada, bíblica e fundamentada nos fatos que a medida que vamos vivendo comprovam as análises feitas. Parabéns Pra Paulo Ferreira que o Senhor Jesus Cristo continue abençoando grandemente a sua vida e familiares.

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