COMUNISMO E ATIVISMO ATEÍSTA

Introdução – O conhecido episódio da nudez de Noé, no capítulo 9 do Gênesis, atraiu sobre Cam e seus descendentes a maldição do pai. Entre os filhos de Cam estava Canaã, que gerou Sin, pai dos Sineus (Gn 10.17). Estudiosos apontam Sinim (Is 49.12) como referência à China, pois trata-se de uma terra que contrasta com o oeste, no extremo oriente. Entre as tradições chinesas existe a do seu primeiro rei, Fu-Hin, o Noé chinês, que apareceu nas montanhas de Chin, rodeado por um arco-íris, depois que o mundo foi coberto pelas águas e animais foram sacrificados a Deus.

Comunismo na China – O Partido Comunista Chinês governa o país desde 1949 e projeta o domínio absoluto da sociedade. A religião é uma ameaça a esse projeto e por isto há ferrenha oposição a tudo quanto é sagrado. Sabedor que é das tradições do povo, o regime busca por todos os meios implantar o ateísmo, fechando igrejas, intimidando lideranças, censurando a Internet, alterando ou proibindo a Bíblia e livros sagrados de outras religiões, enquanto difunde internacionalmente a ideia oposta, apresentando a China como um país onde não há perseguição religiosa. Entretanto, a Organização das Nações Unidas (ONU) na 39ª Seção do Conselho de Direitos Humanos, em setembro de 2018, denunciou: “Desde dezembro de 2017 a perseguição contra grupos religiosos na China se intensificou. Os cristãos sofrem a maior parte da perseguição, porque são a religião mais organizada, com o maior número de membros. ”

União Soviética – A Revolução bolchevista na Rússia data de 1917 e a União Soviética surgiu em 1922, aliando, sob a liderança russa, países da Europa Oriental. Em 1928 o 6º Congresso da Internacional Comunista estabeleceu o Estado Soviético como centro e base da revolução mundial e o Partido Comunista da União Soviética como modelo para os comunistas do mundo. O regime soviético comprometia-se a extinguir as instituições religiosas. A vitória da Rússia sobre o exército alemão na segunda guerra mundial apressou o domínio soviético sobre a Europa Oriental, fazendo surgir em 1955 a aliança militar denominada Pacto de Varsóvia. Esta aliança se desfez em julho de 1991 e a União Soviética se dissolveu em dezembro do mesmo ano. Os países que a compunham tornaram-se independentes e a maioria aderiu à Comunidade Econômica Europeia (CEE). A extinção da União Soviética fez crescer a presença chinesa no cenário internacional. E adaptando alguns princípios capitalistas à sua economia, a China projeta dominar o mundo política e economicamente. Quanto à religião, mantém o mesmo projeto de extinção adotado pelos soviéticos.

Romênia – A História contemporânea deste país, revela o mais trágico desfecho da militância ateísta do comunismo. Em 17 de dezembro de 1989 a prisão do pastor metodista Laszlo Tokes, forte opositor do regime comunista, desencadeou enorme reação popular. Para demonstrar controle da situação o ditador Nicolae Ceausescu convocou o povo a reunir-se numa praça de Bucareste, onde anunciaria medidas populistas. Enquanto as anunciava, o povo começou a gritar Fora, Ceausescu! A expressão transtornada do ditador circulou pelas televisões do mundo. Retirando-se da praça, deu início a violenta repressão, na qual morreram centenas de pessoas. Ceausescu fugiu, mas foi capturado, julgado sumariamente e fuzilado, juntamente com a esposa, Elena. Estava morto o ditador e o comunismo na Romênia. Era 25 de dezembro de 1989. Hoje a Romênia faz parte da CEE.

Conclusão – Por que os comunistas insistem na implantação do ateísmo? É que sabem do poder da fé sobre os que se convertem. Nos primeiros séculos a Igreja foi perseguida pelo Império Romano, preocupado com o crescimento numérico de um povo que não admitia a divindade do imperador. Muitas foram as tentativas de destruí-la. Mas sempre ressurgia mais forte, mais poderosa e mais santa. Modernamente, os Estados totalitários, no afã de dominar política e economicamente as nações, cerceiam as liberdades, e buscam implantar o ateísmo como política de Estado. Na Rússia estima-se entre 12 e 20 milhões de cristãos vítimas de políticas ateístas e da militância implacável do marxismo-leninismo. No passado, tanto quanto no presente, a Igreja triunfou sobre todos quantos tentaram destruí-la, demonstrando que Deus é, também, o Senhor da História. A Ele o domínio, a honra, a glória e o louvor para sempre.


Pr. Paulo Ferreira

   PAULO FERREIRA é Pastor na Assembleia de Deus-Recreio dos Bandeirantes (RJ); Oficial Superior da Marinha, é diplomado em Altos Estudos de Política e Estratégia pela Escola Superior de Guerra (ESG). Ex-Conselheiro Militar da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington – EUA

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *