A MENSAGEM DO VERDADEIRO NATAL

E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem (Lc 2.7).

No Natal deveríamos lembrar-nos sempre daquele que, sendo Deus, Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, esvaziou-se a si mesmo, para obedecer ao projeto do Pai, tornou-se homem, viveu humildemente entre nós e morreu de morte humilhante na cruz, para resgatar-nos do pecado, da justiça e do juízo. Na epístola aos Filipenses, o apóstolo Paulo busca explicar esta humildade do Messias, razão pela qual Deus o exaltou soberanamente, dando-lhe um nome que é sobre todo nome, diante do qual todo joelho se dobrará. Usa o termo esvaziar-se querendo dizer que o Deus Filho abriu mão da glória que possuía junto ao Pai, antes que o mundo existisse, para tornar-se um de nós. Naquele momento de chegada, de repente o céu se encheu de luz e uma multidão dos exércitos celestiais surgiu louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens. E anunciando que traziam novas de grande alegria para todos. O anúncio não foi levado ao palácio de Herodes, mas a homens simples, pastores que cuidavam dos seus rebanhos.

As mudanças introduzidas pelos tempos modernos, quase fazem esquecer a simplicidade desse evento histórico, quando, na plenitude dos tempos o Messias desce ao mundo através de uma família humilde e nasce numa manjedoura, envolto em panos, porque não havia para ele lugar na estalagem. Sendo perfeitamente Deus, tornou-se perfeitamente homem. Sendo bendito, tornou-se maldição. Sendo adorado na eternidade, tornou-se desprezado pela sua simplicidade humana. O oposto do que o maligno propusera ao primeiro casal, quando lhes prometeu tornarem-se iguais a Deus se lhe desobedecessem, comendo do fruto que lhes havia proibido.

Que neste Natal examinemos a nós mesmos, e busquemos aproximar-nos daquele que, sendo Deus, fez-se pequeno e pobre, esvaziando-se de sua glória e assumindo a condição humana, para que, aceitando-o, possamos alcançar a condição de cidadãos do céu.

   PAULO FERREIRA é Pastor na Assembleia de Deus-Recreio dos Bandeirantes (RJ)

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