O reencontro entre as Coreias

Os cordiais encontros entre os líderes das Coreias do Norte e do Sul parecem acender esperanças que se vêm frustrando há 65 anos. A guerra entre as duas Coreias, que durou de 1950 a 1953, de fato não acabou, pois o que houve foi um armistício, que pode ser quebrado a qualquer momento. Não por acaso, neste lapso de tempo a Coreia do Norte buscou aprimorar sua capacidade militar, desenvolvendo um poderoso arsenal de mísseis e armas nucleares. Para impedir esse desenvolvimento, a ONU criou graves sanções econômicas, que vão desde a importação de petróleo até à circulação de mercadorias destinadas àquele país.

O encontro entre os dois presidentes abre uma importante janela diplomática, não obstante as muitas manobras evasivas utilizadas pelo norte-coreano, que consistem em frequentes idas e vindas, desconstroem rapidamente o que foi antes conseguido. Não faz muito tempo o ditador norte-coreano, Kim Jong-un ameaçou aniquilar seu vizinho, o que provocou manobras militares americanas junto com seus aliados sul-coreanos.

Neste longo quadro de ameaças, o cristianismo logrou grandes avanços na Coreia do Sul, onde se situam algumas das maiores igrejas do mundo, e reduziu grandemente a percentagem de budistas na população. Todavia, convém lembrar que a proximidade com a China, faz com que haja controle rigoroso dos avanços religiosos naquela região. Sabemos que a Coreia do Sul já dispõe de grande efetivo de missionários preparados para entrar em ação. Mas até lá ainda serão necessários muitos anos de jejum e oração.

 

Pr. Paulo Ferreira

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