PERIGOS DO EXTREMISMO ECOLÓGICO

Pr. Paulo Ferreira

 

A IGREJA E A MILITÂNCIA POLÍTICO-ECOLÓGICA

Pr. Paulo Ferreira

Antecedentes

A abertura econômica na União Soviética, iniciada por Mikhail Gorbachev na década dos 80, apontava claramente para o fim da utopia comunista. A queda do muro de Berlim, em 1989, precipitou a desintegração do sistema soviético e, por fim, a 25 de dezembro de 1991, Gorbachev renuncia. Seis dias depois, a 31 de dezembro, cessam todas as atividades administrativas do país, as repúblicas soviéticas se tornam independentes e a União Soviética deixa de existir. Em todo o mundo os comunistas correram desesperados em busca de partidos políticos onde se abrigar das críticas e das perdas eleitorais, sem terem que necessariamente abdicar dos métodos de ação e da ideologia que durante décadas ensinaram e praticaram. Encontraram esse refúgio na falácia do desenvolvimento sustentável e da crise ambiental que já então desenvolvia contornos políticos no mundo ocidental.

Greenpeace

Patrick Moore, fundador do movimento ambientalista denominado Greenpeace, explicou numa entrevista, por que abandonou a organização por ele criada: “O extremismo ecológico surgiu em consequência do fracasso do comunismo mundial. O muro de Berlim caía e um mundo de pacifistas e ativistas políticos se reciclava no movimento ambientalista. Eles traziam consigo o neomarxismo e aprendiam a linguagem verde de uma maneira muito astuta, para promover um programa que tinha mais a ver com a antiglobalização e o anticapitalismo, do que com a ecologia e a ciência”.

Reflexos no Brasil

O ciclo dos governos militares impediu que o Brasil caísse na órbita soviética. Promovida a estabilidade econômica, os militares gradativamente devolveram o poder aos civis, não sem antes enfrentarem os movimentos de esquerda, que insistiam na sovietização do país, a exemplo do que ocorrera em Cuba e posteriormente na Venezuela, com as revoluções castrista e chavista. Como sabemos, há mais de meio século persiste na ilha de Fidel Castro uma ditadura comunista e na Venezuela o chavismo, ou bolivarianismo, enfrenta forte oposição interna, agarrando-se à última tábua de salvação, representada pela Rússia e China. Os partidos políticos de esquerda brasileiros têm demonstrando forte apoio aos regimes esquerdistas sul-americanos bem sintetizados nessas duas revoluções que gozam de amplo apoio dos movimentos sindical e ecológico. Não por coincidência, foram esses partidos e esses movimentos que ofereceram guarida aos pacifistas e ativistas, na reciclagem a que acima se referiu Patrick Moore, quando do desmoronamento da União Soviética.

Para os comunistas a manipulação das supostas ameaças ao meio-ambiente serviu como luva, pois o capitalismo passou a ser responsabilizado pelas mazelas ambientais, que, segundo eles, produzirão fome e miséria a longo prazo. O surgimento dos profetas do caos ambiental deve ser colocado nesta conta. Para estes é necessário abolir a sociedade rica e produtiva e instaurar um Estado que intervenha livremente nas questões ambientais, econômicas e sociais. Em outras palavras, um Estado autoritário. É neste contexto que se insere a batalha travada na imprensa envolvendo o novo governo brasileiro, e o rompimento das barragens em Mariana e Brumadinho foi recebido como uma dádiva pela militância ecológico-esquerdista, tão bem acolhida em setores da grande imprensa brasileira. Por aí também se insere a questão das imensas reservas indígenas situadas em regiões ricas em minérios estratégicos, colocados sob domínio dos índios e, portanto, fora do controle econômico do país.

O papel da Igreja

No Gênesis encontramos o mandato de Deus outorgado ao homem para encher a terra, cultivá-la e fazê-la próspera: (Gênesis 1.28 e 9.1). Após a descrição do paraíso, encontramos a síntese dos nossos deveres ecológicos: “E tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar” (Gênesis 2.15). Não devemos, pois, descurar do trato responsável da terra, porquanto sua lavra e guarda nos pertencem. Todavia, a Igreja não pode aliar-se ao movimento ecológico-esquerdista nos moldes em que vem sendo conduzido. Todos os indícios apontam para uma “ditadura verde”. Václav Klaus, ex-presidente da República Tcheca, ele próprio oriundo do comunismo, em seu livro Planeta Azul em Algemas Verdes, sintetiza a questão com uma frase lapidar: “Não é o clima, mas a liberdade que está em perigo”. E Bjorn Lomborg, autor do livro O Ambientalista Cético alerta contra as teses alarmistas que os ambientalistas andam propagando, com a cooperação de uma mídia visivelmente comprometida com o esquerdismo em nosso país.

Paulo Ferreira é pastor na Assembleia de Deus do Rio de Janeiro. Diplomado em Altos Estudos de Política e Estratégia pela Escola Superior de Guerra (ESG).

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